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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Eu lhe Darei Descanso. Parte 1

Somos criaturas eternas, e fazemos perguntas eternas:

De onde vim? Para onde vou? Qual o significado da vida? O que é certo? O que é errado? Há vida após a morte? Estas são as indagações primordiais da alma. E, deixadas sem respostas, tais questões roubar-nos-ão o descanso.

Apenas uma outra criatura tem tantos problemas quanto nós, sobre o descanso. Não os cachorros. Eles cochilam. Não os ursos. Eles hibernam. Os gatos inventaram a soneca, e o bicho preguiça descansa vinte horas por dia (Então é isto o que eu era em meu segundo ano de faculdade). A maioria dos animais sabe como descansar.

Existe apenas uma exceção. Estas criaturas são lanosas, simplórias e vagarosas. Não, não são maridos em dias de sábado. Ovelhas! Ovelhas não podem dormir.

Para uma ovelha dormir, tudo precisa estar muito bem.

Nada de predadores. Nenhuma tensão no rebanho. Nenhum inseto no ar. Nenhuma fome no estômago. Tudo tem de estar perfeito.

Infelizmente, ovelhas não conseguem achar pastos seguros. Nem podem passar inseticida, lidar com os atritos, ou encontrar comida. Elas precisam de ajuda.

Precisam de um pastor que "as guie" e as ajude a "deitar-se em pastos verdes". Sem um pastor, elas não podem descansar.

Sem um pastor, nem nós podemos.

No segundo verso do Salmo 23, Davi, o poeta, torna-se Davi, o artista. Sua pena torna-se um pincel, seu pergaminho, uma tela, e as suas palavras pintam um quadro. Um rebanho de ovelhas deitadas sobre as patas, rodeando um pastor. Os ventres aninhados na grama alta.

Uma lagoa quieta de um lado, o pastor vigilante do outro.

Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas" (Sl 23.2).

Atente para os dois pronomes ocultos antes do verbo.

Ele deitar-me faz... Ele guia-me...

Quem é o ativo? Quem está no comando? O pastor. O pastor escolhe a trilha e prepara a pastagem. O trabalho da ovelha - nosso trabalho - é olhar para o pastor. Com os olhos em nosso Pastor, seremos capazes de tirar uma soneca.

"Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti" (Is 26.3).

Posso mostrar-lhe algo? Corra ao final deste livro e olhe para uma página vazia. Enquanto olha para ela, o que você vê? Você vê um pedaço de papel branco. Agora faça um ponto no centro da folha. Olhe novamente. O que você vê agora? Você vê o ponto, não é? E não é este o nosso problema? Nós deixamos as marcas escuras eclipsar o espaço branco.

Nós vemos as ondas da água em vez de ver o Salvador andando sobre elas. Focalizamos nossa irrisória provisão, em vez de olhar para aquele que pode alimentar cinco mil pessoas famintas. Concentramo-nos na escura sexta-feira da crucificação, e perdemos o brilhante domingo da ressurreição.

Mude sua focagem e relaxe.

E enquanto relaxa, mude sua agenda e descanse!

sábado, 30 de janeiro de 2010

Ser como Jesus


Somos discípulos de Jesus?

Tendo o exemplo de Sua vida e obras podemos declarar que somos seus imitadores?

Hum... não sei, ou talvez eu pense que no fundo sei. O caso é que eu não consigo fixar os meus olhos naquilo que Jesus fez e que não fazemos,no momento os meus olhos se voltam ao que Ele não fez e que nós insistimos tanto em fazer.

Jesus veio para os pobres enquanto nós, os Seus seguidores, buscamos realizar encontros VIP para os empresários abonados.

Jesus veio para os aflitos, enquanto nós gastamos tanto tempo nos divertindo na roda de amigos hilários em nossos freqüentes encontros de confraternização.

Ele veio para os enfermos, enquanto nós buscamos ter amigos saudáveis, belos e fortes.

Ele veio para os excluídos, enquanto nós estamos satisfeitos por nos reunirmos dentro dos nossos “sagrados templos” junto aos nossos “santos irmãos”.

Jesus comia com os pecadores, enquanto nós nem sequer chegamos perto deles para não nos “contaminarmos”.

Jesus veio, sendo luz para um mundo em trevas, enquanto nós evitamos refletir a Sua luz nos lugares onde abunda o pecado.

Sabe o que eu vejo? Vejo um mundo enfermo rumo ao inferno enquanto os enfermeiros, entre glórias e aleluias, estão dia após dia, semana após semana, mês após mês, ano após ano, muito ocupados polindo os seus ungidos bancos.

Não se trata de senso crítico, mas sim da nossa realidade crítica.

Assim como Jesus nos mostrou dois caminhos nos aconselhando a seguirmos pelo estreito.


Extraído do livro “A IGREJA DE CASA EM CASA” de Luciano Silva.